22 fev 2008

ASSESSORIA

Depois de 7 meses e mais de 1,3 milhão de assinaturas, a campanha “Bloqueio Não” surtiu efeito. A nova regulamentação da Anatel, que entrou em vigor no dia 13 de fevereiro, obriga todas as operadoras a desbloquear gratuitamente os aparelhos se seus clientes.

Não foi uma vitória minha, sua, dos blogs que aderiram ou da Oi – que capitaneou o movimento -, mas sim de um conceito de liberdade que não pode mais ficar no terreno da utopia. Quando direitos e deveres são confundidos, camuflados ou cerceados, abre-se um precedente perigoso para práticas abusivas, exploração, oportunistas e, claro, impunidade. É assim na política, é assim na rua e é assim na hora de consumir um produto ou serviço.

Com a resolução da Anatel, essa história começa a virar. Agora, para conquistar a tão badalada “fidelidade do consumidor”, o prestador de serviço terá de oferecer… um serviço melhor (oh!!!). E não se valer do que foi cuidadosamente plantado nas letras miúdas de seus contratos. Ou seja, a partir de agora, você está livre para usar o chip de qualquer operadora (até mesmo quando viajar). Ah! E se acabar a bateria do seu aparelho, não se desespere. Você poderá colocar seu chip no celular de um amigo sem gastar os créditos dele.

Enfim, os detalhes estão no hotsite da campanha. Lá você tem acesso a uma lista das lojas das operadoras para desbloquear seu aparelho e pode denunciar qualquer violação da lei direto para a Anatel.

Um grande passo, que precede outro. Afinal, vencemos a batalha, mas não a guerra.

Que venha a implementação da portabilidade numérica, para manter seu número de celular independente da operadora utilizada.

A luta continua.

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