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Do Kibe

23 mar 2013

… MAS ORDINÁRIO

Duvida? Clique AQUI e AQUI.

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22 mar 2013

ASSESSORIA

Jornal “O Globo”, hoje:

Humor terapêutico (Arthur Dapieve)

O sucesso do canal Porta dos Fundos no YouTube

Os funcionários de uma firma fazem uma espécie de pausa para o chá, todos os dias, a fim de assistir a seus episódios favoritos no Porta dos Fundos. O taxista liga o computador quando chega em casa para esquecer o caos do trânsito vendo dois ou três vídeos do Porta dos Fundos. Este colunista também encerra suas jornadas de trabalho com doses terapêuticas do Porta dos Fundos. Viciei-me.

Porta dos Fundos, explicando aos que têm conexão lenta em Marte, é o canal criado na internet em agosto passado pelos atores Fábio Porchat e Gregorio Duvivier, pelos roteiristas Antônio Tabet (que já brilhava no site Kibe Loco) e João Vicente de Castro, e pelo diretor Ian SBF. Eles, mais um elenco fixo, formado por Clarice Falcão, Júlia Rabello, Letícia Lima, Luís Lobianco, Marcus Majella e Rafael Infante, disponibilizam dois novos esquetes por semana, às segundas e às quintas-feiras.

O campeão de acessos — 5.421.508 (meia-dúzia meus) até o momento em que escrevo — é “Sobre a mesa”, no qual Júlia enumera, impassível, o que quer da vida a Tabet, o marido resmungão. Bem, o que ela quer inclui o time da Nigéria, o Exército de Israel, o cotovelo dobrado do Michael Phelps e bem mais, tudo ao mesmo tempo agora, imagine aí a lambança. Não é apenas pornograficamente engraçado. Faz bem ao casamento: nunca mais reclamei à mesa do jantar por ter abacaxi como sobremesa.

Um dos episódios mais recentes tem a participação de Maitê Proença como Maitê Proença. Chama-se, a propósito, “Maitêndo fundo”. Nele, a atriz entra num set crente de que irá gravar um episódio de “As brasileiras” quando na verdade vai estrelar é um pornô “As brasileirinhas”. Pode-se imaginar o que se diz ali, para fazer Maitê cair na real e entender o que o diretor pretende registrar com ela e com um grande, grande elenco que inclui um gordo tarado e o proverbial anão. Com tanta gente se levando tão a sério, é salutar ver Maitê gozando a própria imagem de mulher fina e elegante.

Durante o longo tempo em que esteve sob censura prévia, o cinema brasileiro podia “transgredir” apenas na linguagem, num mamilo fujão ou na sombra de pelos púbicos (a pornochanchada era uma exacerbação disso). Uma de suas características, então, era o recurso abusivo e artificial a palavrões. O Porta dos Fundos usa palavrão à beça, mas usa com a mesma naturalidade que o usamos cotidianamente. Até onde entendo, o povo brasileiro é o que mais fala palavrões na face da Terra. Enquanto isso, há até quem duvide que haja palavrão em alemão, apesar das palavras compridas.

O meu episódio favorito no Porta dos Fundos, por acaso, não envolve nenhuma espécie de sacanagem. Seu título é “Batalha”. Nele, dois escoceses do século XIII (o confiante Lobianco e o pragmático Duvivier) se reúnem para uma batalha contra “no máximo oito mil ingleses”. O diálogo da dupla praticamente reproduz o de dois cariocas contemporâneos que achavam que iam juntar a maior galera para uma pelada na praia — mas só chegou gente do outro time. Fica aquela coisa malparada, aquele papo furado.

O deslocamento de uma situação no tempo e no espaço é um dos estratagemas clássicos do humor. Como fez o Monty Python ao botar um bando de ingleses pobres do século XX travestidos de hebreus para discutir sobre o que Jesus de fato está dizendo ali adiante, meio longe, no Sermão da Montanha. A trupe é uma das influências declaradas do Porta do Fundos. Aliás, ótima influência, assim como Luis Fernando Verissimo e o americano Mel Brooks (as três convergem para o episódio “Dez mandamentos”).

Porta dos Fundos é engraçado, entre outras razões, porque mistura grosseria e sofisticação. No Brasil, a liberdade de tema, formato e tratamento hoje parece possível só na internet. A TV aberta e até a TV a cabo não se arriscam mais à incorreção política. As pessoas andam suscetíveis demais. No computador, porém, não há margem para o “cliquei por acaso… e me ofendi!” O YouTube ainda pede inscrição e confirmação de idade para o episódio “Filme pornô”, que “pode ser impróprio para alguns usuários”.

Não me parece muito distinto de outros. Será por causa da atriz de biquíni? Outra razão me faz curtir o Porta dos Fundos: é humor desavergonhadamente classe média — a tradicional. Com a ascensão da nova classe média, os olhos cresceram para cima dela. No humor, isso se traduziu na consagração de um “Zorra Total” (no ar desde 1999, quando o processo de redistribuição de renda já estava em marcha, marcha lenta, mas estava). Embora nem de longe rivalize com o horário nobre na Globo, o Porta dos Fundos talvez indique ou que a nova classe média não quer rir apenas dela mesma — e por que haveria de querer? — ou que a tradicional ainda enche estádio.

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21 mar 2013

POR AQUI, Ó!

Com ênfase na parte do “você votou”.

 

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21 mar 2013

FALANDO A MESMA LÍNGUA

E já que o negócio do pastor e deputado Marco Feliciano é a senha do cartão, nada como uma mensagem familiar e direta sobre a presidência da Comissão de Direitos Humanos…

Do Welder Rodrigues, um dos Melhores do Mundo.

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20 mar 2013

PAPAS, MAMAS E TETAS

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19 mar 2013

MULTI-USO

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18 mar 2013

BIG BARRIGA BRASIL

Perfil no Twitter diz que “BBB” é uma fraude e acerta todos os acontecimentos de hoje

Centenas de pessoas ficaram surpresas na noite deste domingo (17), quando um perfil no Twitter, intitulado de “Fraude BBB”, acertou todos os passos do programa que aconteceu hoje. Por volta de 21h, o novo perfil escreveu: “Gente, tenho algo muito importante a dizer, fui demitido hoje mas vou falar tudo o que eu sei!”. Na sequência, bradou: “O BBB é uma grande FRAUDE! Já decidiram o vencedor da 13ª edição, inclusive”.

A partir daí, ele falou que Fani sairia com 62% dos votos e isso se confirmou. Depois, que Nasser pegaria a liderança, o que também aconteceu.

O perfil misterioso no Twitter também cravou que André e Fernanda se enfrentariam no paredão. Todos os tweets foram publicados entre 21h e 22h deste domingo. A edição do “BBB 13” começou depois das 23h.

***

Receita de sucesso na internet:

1 – Crie um perfil intitulado “Fraude Alguma coisa” no Twitter. Pode ser “Fraude ‘BBB'”, “Fraude CBF” ou até “Fraude Miss Gay 2013”.

2 – Ainda no anonimato, publique centenas de posts com todos os resultados possíveis e imagináveis relacionados à “fraude” em questão. Se for um paredão do “BBB”, publique, antes do evento, todas as porcentagens possíveis e vencedores. Por exemplo: “Fulana será eliminada com X% dos votos”. Se for um jogo de futebol, várias opções de placares: “1 x 0 Fulano”; “2 x 0 Beltrano”

3 – Assim que o resultado oficial for ao ar, apague todas as suas previsões erradas e deixe apenas as corretas na time line, dando a impressão que você sabia o que iria acontecer antes de todo mundo.

4 – Espalhe o perfil nas redes sociais. Alguns dirão que você é vidente e outros, mais fanáticos, terão certeza que você é alguém da produção do evento ou programa querendo sabotar um provável “esquema manipulador”.

5 – Sente e espere que algum jornalista em busca de cliques publique a novidade sem apurar o fato.

6 – Pronto. Agora, você tem uma conta que, em minutos, tem mais seguidores que a daquele gordo que se acha especialista em tudo na internet e está tentando ser relevante há mais de dez anos apesar de ainda morar com a mãe.

7 – Agora, é só esperar esse número aumentar e vender a conta para o departamento de marketing de uma marca que precise de um Twitter inchado. Provavelmente de um site de leilões online.

8 – Ria dos idiotas. Troque de carro.

Fim.

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