Alô, Faustão! A versão argentina do quadro “Dança dos Famosos” saiu na frente e resolveu quebrar paradigmas. Primeiro, escalou uma concorrente anã. Ou, como preferem os politicamente chatos, “verticalmente prejudicada”…
Depois, foi a vez do ator e diretor José María Muscari usar e abusar das chaves de virilha com seu parceiro ao som de “November Rain” (Guns N’ Roses)…
Resumo: se o Tim Maia cantasse hoje que “só não vale dançar homem com homem”, estaria mais queimado que o Ed Motta no Facebook.
E a Globo preocupada com um beijinho gay. Francamente!
Há alguns dias, internautas portugueses começaram a assistir um vídeo de conteúdo chocante. Nele, o cantor Roberto Leal, conhecido de milhões de brasileiros por suas interpretações de “Arrebita” e “Bate o pé”, tomava chá de cogumelo, tinha um surto de violência, quebrava tudo e depois chorava copiosamente diante de uma foto de Nossa Senhora de Fátima. E esta era só uma das várias cenas insólitas de sua participação no reality show “Último a Sair”, da TV estatal portuguesa RTP1. Mas o que poucos sabiam é que:
1) Na verdade, não se tratava de um reality show, mas de um programa de humor, criado por Bruno Nogueira, representante de uma nova geração de humoristas portugueses.
2) Depois de “vencer” o “reality” em 31 de julho, Roberto Leal, o cantor que emigrou para o Brasil aos 11 anos com os pais e dez irmãos, fez mais sucesso do que jamais fizera em Portugal. Um sensacional renascimento.
Por lá, a principal gozação com Roberto era chamá-lo de “brasileiro”, o que o obrigou a botar um bigode falso, carregar no sotaque e tomar caldo verde fazendo barulho com a colher em uma cena no confessionário. Por fim, Roberto tirou o bigode e exclamou: “Ser português é muito difícil!”
“Logo no terceiro episódio, entendi que tinha que criar um personagem forte” – conta o cantor, que mostrou jogo de cintura nas situações criadas por Bruno. Volta e meia, Roberto era convencido a fazer uma tatuagem nas costas, a dividir sua cama com um participante que só andava pelado, a participar de um jantar afrodisíaco ou, na clássica cena abaixo, a tomar chá de cogumelo…
Como diria William Arthur Ward, “Errar é humano, tropeçar é comum. Ser capaz de rir de si mesmo é maturidade.”
Matéria do ótimo Silvio Essinger, ex-Pixies, enviada por Thiago de Menezes. 😉