James Kipsang vence São Silvestre em 44 minutos
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A pé é mole. Quero ver de carro.
A chuva transformadora que caiu no Jardim Botânico do Rio de Janeiro no dia 4 desse mês foi a cereja para a emocionada resolução da jovem atriz Carolinie Figueiredo, a Domingas de “Malhação” (TV Globo): fazer a diferença.
Para isso, Carolinie propôs uma troca com a vida: abrir mão das máscaras altruístas, da pose de Miss Brasil e até da teimosia taurina, para receber inspiração, caminhos abertos, luz, luz, luz e mais luz. Afinal, para mudar de fato, seria necessário livrar-se das amarras e das pequê… pequenê… pequê… tá… ela se confundiu na hora de lembrar o plural de “pequenez”, mas queriam o quê? Vocabulário num rompante desses? Não dá, né?
Enfim, o comovente depoimento da atriz é repleto de verdade (como diria qualquer professor do Tablado) e, apesar dos momentos de confusão (a moça não sabia, por exemplo, que tinha colocado a máquina fotográfica dentro da própria bolsa), só não vai mais fundo na alma de quem o contempla porque não tem um fim definido. Carolinie, em dias de tempestade, diria que “a gravação termina de repente porque segue… segue como a vida, que rodopia, que não tem fim, que recomeça sem saltos”. Mas a questão é que acabou a bateria mesmo.
Portanto, para corrigir a única falha desse que já é considerado por muitos o melhor vídeo de 2010 em 2009 (essa coisa de tempo é muito relativa diante do cosmo), decidimos fazer um fim alternativo… uma espécie de “director’s cut”. O desabafo cheio de sentimento de Carolinie precisava de um desfecho que nos atingisse em cheio.
“É uma cilada Bino!”
Graças ao indefectível Didi e dedicado ao meu amigo Mário Márcio Bandarra.
Bingo e chá dançante são coisas do passado. Literalmente.
A vovozada agora se diverte é no chroma key!
Mais alucinante que Alzheimer.
Das séries “Pode morrer tranquilo que há mulher no inferno” e “Como acabar com qualquer ereção em 43 segundos”:
Mosh pit: comprovadamente a maneira menos eficaz de perder peso.
Se bem que isso nem é mosh pit (ou pogo), aquela “dança” comum em shows de heavy metal e punk rock que consiste em um grupo de pessoas pulando, batendo e dando encontrões a troco de nada. Tá mais para conflito gravitacional mesmo.