Obama ganhou o Nobel da Paz, o Rio de Janeiro ganhou as Olimpíadas de 2016, Dado Dolabella ganhou R$ 1 milhão, Rubinho ganhou duas corridas, um cara chamado “Mineirinho” ganhou a etapa do circuito mundial de surfe e o Fluminense… bom… deixa o Fluminense pra lá, né?
Um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo, o sérvio Dejan Petkovic – ou simplesmente “Pet” para os rubro-negros – precisou bater dois pênaltis na partida de ontem contra o São Paulo, no Maracanã.
A primeira cobrança, defendida por Rogério Ceni, foi anulada porque o goleiro tricolor violou a regra e adiantou-se antes do chute do apoiador flamenguista. Sob pressão (a responsabilidade de converter uma penalidade máxima é sempre maior do que defendê-la), Petkovic bateu o segundo pênalti com categoria e frieza, dando um leve toque sob a bola que morreu vagarosa (e cruel) na rede do gol são-paulino.
No fim da partida, perguntado sobre esse momento crucial do jogo (terminou com vitória do Flamengo por 2 a 1), Petkovic não apenas mostrou que o elenco do Flamengo está unido, mas também que ser brasileiro é mais que uma mera conjunção geográfica. É estado de espírito.